Muitos anos se passaram... O skate pra mim era só descer ladeiras e dar umas batidas no chão reto (aquele jeito de fazer o skate se mover sem pedalar). Com o tempo e a chegada do final da década de 80, lá por volta de 87, 88 outros amigos começaram a ganhar torlays, pro-lifes... alguns outros menos abastados como eu bandeirantes. Por vezes ia nos brechós a procura de patins usados pra transformar em 2 skates. Vendia um pé e usava o outro, ou comprava em conjunto com um amigo.
Foi nessa época que comecei a descobrir que outros horizontes o skate me reservava além das ladeiras. Foi um amigo do colégio, Maurício Lobão, primo de Zimaldo Bactéria (1º campeão baiano de skate) que me apresentou ao Boneless e ao Bean Plant e sua enormes variações que havia aprendido com o primo.
Aquele tempo não tinha mídia, só pra quem tinha grana e conseguia buscar de fora. A gente quando queria aprender uma manobra não digitava no youtube e assistia o passo -a-passo. Tinha que ter esse intercâmbio entre os amigos mesmo. Às vezes a gente inventava manobra na pura criatividade, sem ter nem idéia que outros já a faziam ao redor do mundo, e assim a gente ia tarde após tarde, descendo ladeira e fazendo uma espécie de circo com bananeiras, drops de muro (de boneless) e viradinhas do skate no chão ou nas mãos.
Pra quem não sabe do que eu tô falando saca só este vídeo do Mike Vallely de 86
Abraços!
SK8 4FUN
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
O Começo
Pé descalço, short de brim daquele modelo que os jogadores usavam nos anos oitenta, com umas listras brancas do lado e uma abertura em V no final. Pedi pra o meu irmão segurar o novo "brinquedo" enquanto eu ajeitava os pés na madeira novinha e invernizada.
-Solta!
2 segundos depois vento cortando o rosto deslizando ladeira abaixo. Braços abertos sensação de liberdade e o desespero ao saber que o "brinquedo" novo não possuia freios.
Muito tempo depois voltei pra casa todo sujo, ralado, com o corpo doendo, mas com aquela sensação que só nós que já andamos de skate podemos conhecer. Não adianta descrever nem tentar explicar. Só quem foi infectado conhece.
Era dezembro de 1982, meu pai chegava em casa pra trazer meu novo "brinquedo" Uma tábua com quatro rodinhas de borracha escrito em cima NAKANO SKATES. Lembro como se fosse hoje em detalhes, tudo passando rápido aos meus olhos. Este foi meu primeiro contato com o carrinho que me proporcionou anos a fio milhares de horas de diversão, sofrimento, amizade, união, perseverança, dedicação, frustração, superação, teimosia, atitude. Me transformou em alguém que jamais seria.
Neste Blog, irei escrever um pouco das minhas vivências passadas e atuais sempre tendo como tema principal o skate como forma de retribuição a tudo que esse estilo de vida me proporcionou.
Espero que gostem e aproveitem.
SK8 4FUN
Leonardo Lacerda
-Solta!
2 segundos depois vento cortando o rosto deslizando ladeira abaixo. Braços abertos sensação de liberdade e o desespero ao saber que o "brinquedo" novo não possuia freios.
Muito tempo depois voltei pra casa todo sujo, ralado, com o corpo doendo, mas com aquela sensação que só nós que já andamos de skate podemos conhecer. Não adianta descrever nem tentar explicar. Só quem foi infectado conhece.
Era dezembro de 1982, meu pai chegava em casa pra trazer meu novo "brinquedo" Uma tábua com quatro rodinhas de borracha escrito em cima NAKANO SKATES. Lembro como se fosse hoje em detalhes, tudo passando rápido aos meus olhos. Este foi meu primeiro contato com o carrinho que me proporcionou anos a fio milhares de horas de diversão, sofrimento, amizade, união, perseverança, dedicação, frustração, superação, teimosia, atitude. Me transformou em alguém que jamais seria.
Neste Blog, irei escrever um pouco das minhas vivências passadas e atuais sempre tendo como tema principal o skate como forma de retribuição a tudo que esse estilo de vida me proporcionou.
Espero que gostem e aproveitem.
SK8 4FUN
Leonardo Lacerda
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